quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Outra Face de Tatá Werneck

Séria, obstinada e comprometida com causas sociais, esta atriz de 30 anos é muito mais do que a garota piradinha que CAUSOU, na última novela das nove.

¨EU AMAVA TANTO O TEATRO, ERA TÃO RELIGIOSO E SAGRADO ESTAR NO TEATRO,
QUE EU FICAVA NERVOSA DESDE CEDO NO DIA EM QUE EU
TINHA AULA ¨
PARA A ATRIZ, O HUMOR É TERAPÊUTICO
E TRANSFORMADOR.
¨É O MELHOR OLHAR
SOBRE A VIDA! ¨



Vestida num tubinho preto, e com maquiagem que destacava seus olhos vivos; chique e simples. 
Nos pés delicados, tamanho 34, uma sandália fina e discreta. Nada que sua personagem mais famosa, a Valdirene da novela ¨Amor a Vida ¨, de Walcyr Carrasco, quisesse vestir.
¨A Valdirene era um periguete que não sabia ser periguete, usava sempre roupas três  tons cinza acima.
Ela vivia sobre uma carcaça que não era verdadeira ¨. diz a atriz sobre o tipo que fez sua carreira  explodir em 2013. 
Depois de Valdirene, Tatá, que faz teatro desde os 11 anos de idade e era conhecida por suas hilárias personagens na MTV, inaugurou uma nova fase, com uma agenda alucinante e contratos invejados - assinou com a Globo um vínculo de três anos e já começou a gravar um programa diário com Fábio Porchat no Multishow.  Segundo ela, bem bagaceiro.
Eles irão protagonizar os programões de auditório que buscam a audiência a qualquer preço.

Vou fazer um filme com a Ingrid Guimarães, que eu amo, e irei cobrir a Copa com Luciano Huck, emenda a atriz que se diz ¨zero deslumbrada¨com a nova fase.
¨Cara, eu estou só começando. Este é o momento que eu pedi para acontecer a vida inteira. Depois de 17 anos, fazendo teatro em todos os lugares, ganhando nada, mas me esforçando, com vontade de desistir, mas sabendo que eu não conseguiria, este é o momento que eu estou colhendo o que plantei, e plantando novas coisas para continuar colhendo¨.
Tatá começou a estudar teatro aos 9 anos, na escola da atriz Sura Berditchevsky. Aos onze, ela ja se apresentava em peças profissionais de quinta a domingo.
Seu primeiro salário, ela lembra, foi 70,00 reais. Eu chegava a escola com o olho pintado com lápis e decorando o texto da peça, achava o máximo essa vida. Eu amava tanto o teatro, era tão religioso e sagrado estar no teatro, que eu ficava nervosa desde cedo no dia em que tinha aula.
Filha de Claudia, jornalista, especializada em inclusão, e de Alberto, editor de livros, Tatá nascida Talita a 30 anos no Rio de Janeiro, irmã mais nova do advogado Diego, sempre quis ser atriz. Era tão evidente o gosto daquela menina pequena, criativa e rebelde (ela foi expulsa de duas escolas porque gostava de brincar e aprontar) pelo teatro que até as professoras tentavam convencer Claudia do talento da filha.
Indignada, apaixonada, visceral. Nos colégios de classe média alta em que estudou no Rio, Tatá era a voz que se levantava contra preconceitos e injustiças. Fez um movimento para ajudar a uma amiga negra que era discriminada e batalhou para que um menino que usava muletas não fosse castigado pelo atraso após o recreio. Aos 13, encenou uma peça sobre a ditadura, Bailei na Curva, e quis ser militante política.
Na mesma época, já se virava vendendo baton e papel de carta para ganhar um dinheirinho. ¨Desde nova, quis minha independência financeira, queria ser empreendedora, conta.
Formada em publicidade na PUC- RIO, e em teatro na Unírio, Tatá montou nos primeiros anos de faculdade o grupo os Inclusos e os Sisos, a primeira companhia teatral brasileira totalmente acessível.
As peças contam com aúdio descrição, interpretação de libras, material em braile, e são encenadas em teatros acessíveis em todo Brasil.  Uma vez eles fizeram 26 apresentações pelo país, em um mês. 
E ela, com medo de avião. ¨Tenho medinho, eu rezo muito¨. confessa a atriz que vive na ponte aérea - Rio- São Paulo; e nos últimos tempos passou por várias cidades brasileiras e até voou para Orlando, por conta de eventos e campanhas publicitárias.
Mesmo sem Tatá a frente do grupo, a companhia de teatro inclusiva continua e está em sua décima formação, em atores, com e sem deficiência.
¨As pessoas acham que somos caridosos, mas não fazemos mais que a obrigação. em que momento foi decidido que o teatro não seria para todos, , que uma pessoa surda não podia ir ao teatro?
Não deveria existir um orçamento sem  a  rúbrica de acessibilidade¨, indigna-se a atriz envolvida na causa desde cedo. Sua mãe, autora de 14 títulos sobre acessíbilidade,  foi a primeira escritora brasileira a ter livros recomendados pela Unesco e Unicef¨. Meus pais são incríveis. Eles são as pessoas mais trabalhadoras, éticas e honestas que eu conheço.  Eu agradeço todos os dias pelos valores familiares que recebi¨.
Não há sombra de qualquer semelhança ou afinidade com a insegura e desmiolada Valdirene.
Tatá diz que jamais posaria nua nas capas de revistas. Nunca experimentou drogas, nem mesmo maconha, e não gosta de balada e álcool. Surpresa?
Por seu jeito engraçado e debochado, ela é considerada louquinha, mas é séria  e responsável.
¨Tive uns convites para fazer ensaios meio sensuais, mas não quis. Primeiro que meu pai iria morrer, segundo que esta também não é a minha verdade.  Nada contra quem faça,, pelo amor de Deus. Acho lindo e adoro pegar foto das outras e colocar na minha cabeça só para fingir que eu tenho aquele corpo, mas eu me sinto mais a vontade rolando  no meio das frutas do que posando como sensual¨, ria a atriz.
Em relação as drogas, o início precoce no teatro foi bastante didático: 








Fonte: Revista 29 hrs, a revista do aeroporto de Congonhas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja sempre benvindo ao meu blog! Agradeço seu comentário.